quarta-feira, 19 de junho de 2013

Globo treina seguranças e bombeiros; emissora teme possível invasão de manifestantes radicais em prédio da emissora


Globo, a gente se liga em você
O clima está tenso na sede da Globo São Paulo nos últimos dias. Isso porque a emissora virou alvo de protestos de manifestantes na metrópole.
De acordo com o jornalista Daniel Castro, desde a última sexta-feira (14), a emissora está treinando intensivamente seus seguranças e bombeiros. A cúpula do canal teme uma possível invasão no prédio da emissora, no Brooklin. Para isso, o número de seguranças foi reforçado.
A emissora também adotou medidas para reduzir riscos a seus jornalistas. Nas coberturas das manifestações para o “Jornal Nacional”, tem escalado repórteres homens e pouco conhecidos pelo público, como Tiago Scheuer, Renato Biazzi e Jean Raupp, de telejornais locais. Eles fazem rodízio. Para chamar menos atenção, alguns repórteres têm feito cobertura sozinhos, sem câmeras, captando imagens com celulares e tablets. Ou “disfarçados” de jornalistas “comuns”, usando microfones de lapela e câmeras modestas, sem logotipo da emissora.
Dos repórteres mais conhecidos, apenas César Galvão, no helicóptero, e Fabio Turci têm participado da cobertura. A escalação de jornalistas praticamente desconhecidos reduz o risco de hostilização como as sofridas por Caco Barcellos.
Por conta das manifestações, William Bonner deixou de apresentar o “Jornal Nacional” dos estádios da Copa das Confederações. Ontem, voltou para o estúdio.
A orientação na Globo, apesar das dificuldades, é não esconder nada e fazer a cobertura mais equilibrada e isenta possível, até porque as manifestações são notícia relevante e dão audiência.
As hostilizações a equipes da emissora em atos públicos vêm desde os anos 1980, por causa da tentativa de “esconder” o movimento pelas Diretas Já. Também não é novidade repórter cobrir manifestação com microfone sem o logotipo da emissora, como agora.

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